COMO DESENVOLVER sua mentalidade empreendedora COM DANILO ZANINI

Redação Mentalidade Empreendedora

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COMO DESENVOLVER sua mentalidade empreendedora COM DANILO ZANINI

Danilo Zanini é um cara que eu tenho um carinho muito grande. 

Ele é uma grande referência no mercado financeiro, está dentro do nosso programa de mentoria e temos acompanhado de perto o crescimento dele. 

E aqui ele vai dividir os bastidores dele, dividindo seus hábitos, estratégias e rotinas que o faz performar em alta e estar sempre crescendo. 

“Essa primeira pergunta vai fazer você pensar: Quem é Danilo Zanini? 

Antes de mais nada obrigado pelo espaço, é um prazer enorme bater esse papo contigo e contribuir um pouco com a experiência que adquiri com você.

Danilo Zanini é uma pessoa que cometeu um pecado perante à mesa, faltou respeito com sua mãe e passou a sua vida em busca de crescimento, de ganhar dinheiro que foi a grande ausência da vida dele e, hoje, o meu principal papel é orientar as pessoas a ter um relacionamento melhor com dinheiro. 

Eu sou uma pessoa que, no passado, tive a separação dos meus pais, tive uma infância um pouco desafiadora e quando eu falo que cometi um pecado foi porque eu acabei brigando com a minha mãe na mesa num jantar e isso que fez eu sair de casa, vir morar sozinho e, basicamente, construir a minha vida dentro do mercado financeiro. 

Eu sempre tive uma vida muito humilde, cresci, trabalhei, até hoje batalho bastante. 

Na vida tem bastante desafios. 

Tive a oportunidade de trabalhar no mundo corporativo, depois passar por uma das maiores instituições financeiras do país e, hoje, o meu papel é levar a mensagem sobre dinheiro para outras pessoas terem um relacionamento melhor, saberem que riqueza é construída, como tudo na vida é construído. Como qualquer relacionamento. 

Ganhar dinheiro é técnica. Então se você souber ter um relacionamento, você tem um poder muito grande na mão. Então, basicamente, a mensagem que eu levo é sobre grana e investimentos. Minha praia é a bolsa de valores! 

Cara, deixa eu te perguntar uma coisa: Como surgiu o mercado digital na sua jornada? Você teve uma carreira muito bem sucedida, falando especificamente de bolsa, pode contar um pouco desse background pra gente dentro da XP lá no início e tudo mais e depois você encontrou o mercado digital. Como foi esse encontro? 

Bom, meus pais se separaram muito cedo e com 17 anos eu acabei saindo de casa. Eu pensei: “Putz, cara… Preciso ir embora da minha casa, preciso buscar alguma forma de ganhar dinheiro.” 

Sendo totalmente transparente, quem não tem grana, quer ter grana. Lógico, tem que ser ético. Eu não tô falando que a ética, os princípios e valores tem que faltar. Tem que ter ética. 

Esse papo de filosofia ‘disso e daquilo’ é importante, mas desde que você consiga ter tranquilidade e segurança financeira pra você e pra sua família. 

O próximo passo é você ter um propósito e buscar orientação pra isso. 

Então quando eu era do interior eu não tinha grana. Passei por alguns perrengues na vida. Sou um moleque do interior criado com vó e lembro até hoje de uma época que minha vó fez feijão com farinha pra gente comer pela humildade que a gente tinha. 

Aí eu mudei da minha cidade pra São Paulo, que é 600km de distância. Quando eu cheguei em São Paulo eu queria ganhar grana, não importava como, dentro dos meus princípios éticos e valores, eu queria ganhar dinheiro. Seja call center, vendedor de loja física, cobrador, qualquer trabalho. 

Foi quando eu coloquei no google em 2008 “Como ganhar dinheiro”. Foi bem simples e objetivo. Aí apareceu pra mim algo sobre bolsa de valores, comecei a estudar, comecei a aprender sobre esse mercado, comecei a investir a minha grana e vi que ali eu tinha a possibilidade de construir um patrimônio pra minha vida, ter o dinheiro que eu sempre almejei e poder dar uma segurança pra minha família. 

Depois eu fui trabalhar num call center como cobrador de telemarketing e ficava ligando para os outros. Na época eu trabalhava no Banco Panamericano. Eu tinha que ligar e falar “ô, fulano, você está devendo para XYZ […]”. Era um desconforto muito grande tanto pra quem liga quanto pra quem atende. 

Depois eu pedi demissão pra estudar sobre bolsa e lembro até que a gerente de RH falou que eu estava louco. 

Eu nunca fui uma pessoa CDF na escola, mas sempre gostei de estudar aquilo que me agrada e eu queria ganhar dinheiro. Então eu tinha que estudar metodologias pra ganhar dinheiro. Ponto. Então era livro atrás de livro e não tinha cursos como tem hoje e essas facilidades. 

Num dos eventos da faculdade apareceu uma empresa divulgando um processo de trainee, eu entrei e trabalhei na Ernst & Young (EY), que é uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo. Foi quando eu comecei a ter uma experiência com o mundo corporativo. 

Entrei na parte de trainee e depois fui criando carreira lá dentro. Fiquei lá por 5 anos e aí a minha vida começou a ser construída. 

Eu comecei ganhando menos de 1000 reais, depois 1.300, 1.500 e aí fui evoluindo. 

Eu sempre entendi que dinheiro faz dinheiro. Ponto. Não tem esse negócio de ganhar dinheiro. 

Por isso quando perguntam “Danilo, você ensina as pessoas a ganharem dinheiro?” Não. Eu ensino as pessoas a construírem um patrimônio, ir atrás dos seus sonhos e construir uma vida financeira confortável. 

Ganhar dinheiro parece que vai estalar um dedo e vai cair dinheiro. Então não. Ninguém ganha dinheiro. Todo mundo constrói através de trabalho e através de investimento. 

Uma coisa interessante, Danilo, é que inglês o termo é “make money”, fazer dinheiro. Então no Brasil tem essa conotação de ganhar, parece que vai receber, que vai cair do céu. 

Exato! Isso é cultural. O grande desafio que eu enfrento no mundo digital é a cultura do brasileiro. Não tô falando do mundo de investimentos e bolsa, mas qualquer pessoa ao nosso redor, parentes etc. Quando eles vêem alguém que cresceu na vida e que ganhou dinheiro, ou é porque pisou na cabeça de alguém, fez algo errado… 

Isso está mudando, mas a nossa cultura em relação ao dinheiro é sempre em pontos pejorativos. Aí se você vai pra uma cultura norte-americana, sempre que você vê um cara lá em cima, ele é como um herói, uma referência. 

Então o paradigma em relação ao dinheiro é muito grande. Por isso eu não gosto do termo “ganhar dinheiro”, porque eu acredito que tudo na nossa vida é construção. 

Antes, quando eu trabalhava no call center, eu ganhava 400 reais por mês. E a minha meta era: Aconteça o que acontecer, eu tenho que guardar 100 reais por mês. Sobrava 300 reais pra poder viver. 

Quando eu comecei a ganhar mais, pensei: “Se eu guardava 100, porque não guardo 200, 300, 400?” 

E foi quando eu passei a minha vida acumulando e construindo o meu patrimônio que eu acreditava que os investimentos iriam me dar a segurança financeira. 

Quando você tem investimento você tem poder. Poder pra tomar decisões na sua vida. 

Então eu fiquei 5 anos na empresa de consultoria, cheguei à consultoria Senior e foi quando eu tomei a decisão de dar uma virada na minha carreira, sair de um cargo sênior dentro de uma empresa no mundo corporativo pra poder trabalhar na base de uma das maiores corretoras de valores que hoje é um império, a XP Investimentos. Na época que eu entrei tinha cento e poucos funcionários. 

E qual é o ponto? 

Eu saí de um cargo de Senior pra poder ser uma pessoa que ia aprender. Eu ia começar a aprender a parte de análise. 

E aí eu tive uma mudança drástica na minha vida, pela diferença de salário. Só pra entender as proporções, na época eu ganhava na casa de 8 mil reais e o meu salário foi pra mil reais por mês. 

Eu pensei “E agora?” 

Foi quando eu entendi o que é assumir risco. Não é a segurança mensal que você tem que ter com a sua grana. Ter dinheiro todos os meses é importante pra te dar um alívio emocional, mas, muitas vezes, isso te impede de tomar decisões arriscadas na sua vida, de empreender, de ir pra internet aproveitar essa oportunidade e tirar aquele seu projeto da gaveta. 

Então, o mercado financeiro sempre me tirou da zona de conforto. É muito maluco, é tudo por meritocracia, sendo muito transparente aqui. 

A gente vive num mundo capitalista e ponto. Você é um número pra sua empresa. Você é aquilo que você traz de retorno pra uma empresa. 

Então enquanto as pessoas estão batendo no seu ombro é porque você está trazendo resultado. A partir do momento que você deixar de trazer resultado, você vai ser descartado pela empresa. 

Então, dentro do ambiente do mercado financeiro, eu fui estimulado nessa cultura de meritocracia, de mérito, de performar… Então quando você começa a trazer resultado, você cresce. Enquanto você trouxer resultado, você vai crescer, quando você não trouxer, você está fora e é assim que funciona. 

Eu tive um crescimento muito exponencial. Fiquei 5 anos dentro do Grupo XP. No que eu ganhava 1000 reais por mês, fui crescendo, ganhava bonificação, foi onde eu acelerei mais ainda o meu processo de construção de patrimônio. 

Eu passei muito tempo me privando de férias. Tirava 1 semana no ano, 2 dias no ano. Investia e trabalhava. 

Em meados de 2015, como a gente já tinha uma base de clientes grandes pra poder atender, a gente já usava o mundo digital pra fazer transmissões ao vivo. 

Então eu ficava em salas ao vivo, atendendo assessores de investimento, atendendo clientes Privates, e eu fazia o atendimento pra essas pessoas e falava a minha opinião. Na época eu tirei uma certificação de Analista de Investimentos, então eu podia dar recomendações de ações. 

Comecei a ter contato em chat direto, comecei a ver demandas por cursos digitais, porque as pessoas queriam aprender e na época eu atendia pessoas com poder aquisitivo alto. 

Nisso eu comecei a usar as minhas redes sociais. Instagram e Youtube. 

Bem naquela época que era tudo mato. Dava 30 visualizações, 50 visualizações, quando batiam 100 visualizações eu ficava feliz, pensava que estava no caminho certo e falava “Uma hora isso vai vingar.” 

Eu comecei a usar as redes sociais pra dar a minha opinião, pra ser uma pessoa ética e falar o que eu acho. Com todo respeito, eu não quero saber o que o cara que tá sentado do meu lado acha. Eu queria dar a minha opinião, o que eu acho, se a perspectiva é positiva ou negativa e dou a minha recomendação porque eu tenho gabarito pra fazer isso. 

Com isso, eu comecei a ter um crescimento muito orgânico na internet. 

Eu olhei os números de seguidores, o quanto de receita trazia pra dentro do grupo, olhei meu saldo bancário e pensei: “Cara… Eu atingi o dinheiro que eu jamais imaginaria atingir na minha vida. Tô bem, tô confortável (não quer dizer que eu vou morrer com esse dinheiro) mas eu cheguei em um ponto que nunca imaginava chegar. Por que não arriscar de uma maneira inteligente?” 

Eu sou uma pessoa que acha que, por mais que você tenha ou não uma condição financeira, o dinheiro é igual pra todo mundo. Só não pode dar desaforo pelo dinheiro. 

50 centavos são 50 centavos. 

Muitas pessoas perdem a referência da grana e isso é um grande problema. Quando você perde a referência do dinheiro, o dinheiro te cobra. Mas quando ele te cobra, ele vai tirar sua dignidade, seu ego e vai te dar uma rasteira que vai te machucar. 

Então eu sempre tive muito cuidado quando trabalhava com a minha grana e pensei “Agora eu posso arriscar.” 

Saí da XP, pedi demissão, falei que estava saindo pra empreender, não estava indo pra nenhuma concorrência. Porque o mercado financeiro é um ovo. Você é assediado a todo momento. 

Nesse momento que eu saí foi quando eu pude, de fato, falar mais sobre o que eu queria. Isso era 2018. 

Em 2018 eu tinha 12 mil seguidores no meu Youtube. No final de 2019 eu tinha 130 mil seguidores. Então no prazo de 1 ano meu canal cresceu mais de 100 mil. Hoje, nem completou um ano e meu canal tá com quase 300 mil. 

É um crescimento grande e aí você vê a responsabilidade que você tem. 

Então como eu encontrei o mundo digital: Quando eu precisava levar uma mensagem sobre investimentos para as pessoas que tinham dinheiro, que tinham interesse em aprender. 

Tudo foi orgânico, mas depois eu comecei a entender sobre o tráfego pago, não é a minha praia ainda. 

Mas eu sempre fui uma pessoa que gosta de estudar pra caramba, eu debulhei em livros de tudo. 

Deixa eu te fazer uma pergunta que tem a ver com livro. Você que é um cara que mergulha nos estudos, eu quero saber duas coisas: Qual é o livro que você mais deu de presente e quais são os 3 livros que mais te ajudaram nessa jornada? 

Cara, os livros que eu mais dei de presente foram os meus livros. Eu tenho 4 livros de educação financeira para crianças. 

Eu passei por coisas na minha infância que eu não tive um pai do meu lado. Meu pai foi embora quando eu tinha 4 anos de idade, eu morava com a minha mãe, depois minha mãe foi embora quando eu tinha 12 e a minha vida inteira eu vivi com a minha vó. 

De maneira resumida do porquê eu escrevi esse livro, o que me motivou e porquê foi o livro que eu mais dei de presente… 

Eu sei o que é a ausência de uma estrutura familiar pra uma criança. Eu não falo da boca pra fora, eu tô falando do que eu vivi e isso afeta muito a vida de uma criança. 

Além de estar começando a montar as próprias raízes, é quando a criança começa a ter contato com o dinheiro. 

Ela não tem noção do que é, mas é justamente quando ela começa a ter uma referência. Quando pai e mãe estão brigando por causa da ausência de uma grana, quando pai e mãe não estão se falando porque um não pagou uma conta… 

Então, involuntariamente, isso causa um massacre na cabeça da criança e ela nem sabe e, muitas vezes, a falta do relacionamento com o dinheiro entre os pais afeta os filhos. Foi o que aconteceu com a separação dos meus pais. Meu pai foi para um lado, eu fui para o outro… Entre outros fatores, mas o principal pivô é a ausência da grana. 

Aí você tem outros fatores que desencadeiam fora grana: agressividade, bebida, alcoolismo, droga, falta de respeito… São gatilhos que acabam incluindo pela falta do dinheiro. 

E na minha infância eu pensava que não queria ter dinheiro. 

Então, quem é a nossa base? São as crianças. 

A gente foi criado num mundo viciado culturalmente. Então, a quem a gente pode dar a oportunidade de começar a mudar a nossa estrutura? Crianças. 

Então a gente escreveu o livro pra crianças estudarem com os professores e os pais. 

Foi um convite que uma editora de São Paulo fez. A dona da editora me seguia nas minhas redes sociais e falou “Danilo, eu escrevo livros para crianças de sobre parte jurídica, nutrição e eu quero falar sobre educação financeira.” 

Em 2018 entrou uma lei de educação financeira pra crianças nas escolas e a gente criou esses livros pra concorrer na licitação e poder ser livros de cabeceira, como história e geografia e ter educação financeira. 

Esse foi o intuito de escrever e, cara, ficou muito bom. Diga-se de passagem. Então são esses os livros que não são só sobre orientar sobre dinheiro, mas tem suas origens familiares que é uma estrutura que faz muita diferença na vida de uma criança.

E os 3 livros que mais te influenciaram? 

Entrando nesse mundo de internet, de comunicação persuasiva, eu comecei entender que a sua mente te guia. Então eu quero falar primeiro de 2 livros. 

Eu tenho uma paixão muito grande pelo Tony Robbins. Ele é um dos maiores treinadores de comportamento humano e desenvolvimento pessoal e li 2 livros dele que se chama Poder Sem Limites e Desperte o Gigante Interior. 

Foi quando eu comecei a entender que todas as dificuldades que eu passei me geraram tantas crenças limitantes que eu não conseguia prosperar. Foi quando eu comecei a entender o que era vitimismo, eu chorava em todo lugar, eu sempre era “o prejudicado”. E quando eu comecei a entender isso, eu pensei “Por que eu não transformo isso em algo bom?” 

Eu comecei a entender que cada palavra que você emite pro universo tem peso. Pode ser positivo ou negativo. 

Então, se você acorda reclamando, falando “mais um dia ruim, ah meu chefe isso, e aquilo” e vai trabalhar de mau humor, são energias negativas que você emite. 

Agora, se você acorda, faz uma alimentação melhor, condiciona sua cabeça a emitir coisas boas, mesmo tendo um dia desafiador, você emite coisas positivas. 

Um detalhe que eu tento ao máximo não usar no meu vocabulário é “Problema”. Ninguém tem problema, você tem um desafio pra resolver. 

Você não tem problema de dinheiro. Você tem um descuido na sua vida que te levou à ausência de grana. Então você tem um desafio pra resolver e muitas pessoas não querem se desafiar. 

Então esses 2 livros do Tony Robbins foi uma virada de chave muito grande pra mim. 

E o terceiro é do Paulo Vieira que chama O Poder da Alta Performance. 

E foi quando eu comecei a entender que tudo é construído. 

Tudo o que você quiser você vai ter, mas você vai precisar se abdicar de algumas outras coisas. 

Foi quando eu comecei a colocar na minha cabeça que precisava aprender sobre alta performance. 

Tudo isso me ajudou a desenvolver hábitos na minha vida que eu achava que eram saudáveis, que podiam contribuir com a minha construção de patrimônio. 

Depois desses livros eu consegui fazer o maior desafio, um Iron Man. Pra quem não sabe, Iron Man é uma modalidade de endurance, de longa distância que engloba nadar, pedalar e correr. 

E aí pra nadar, pedalar e correr por algumas horas, você tem que desenvolver algumas habilidades. 

Primeiro, não é comer o que você quer comer. Você tem que ter uma alimentação que vai te dar energia pra fazer esse tipo de prova. 

Em algum momento você tem que reduzir ao máximo ou parar 100% de beber. Então você tem que lidar que você não vai poder tomar um álcool.

Vai ter que aprender a dormir. Não é dormir meia noite, 1 hora da manhã e acordar às 10… Você tem que saber descansar, tem que programar o seu corpo pra dormir bem e acordar bem. 

Então você tem que desenvolver hábitos como disciplina, como respeito ao teu corpo e você começa a entender o que é performance. 

É isso! 

Show de bola! Cara, olhando pros seus investimentos de tempo, de dinheiro, de energia, qual foi um dos investimentos mais valiosos que você já fez na sua vida?

Sendo muito sincero, o investimento que mais me rendeu frutos foi conhecimento. Eu comecei a entender que conhecimento é poder. 

Hoje as pessoas, principalmente no Brasil, buscam por facilidade, por fórmula secreta, o melhor investimento, a melhor oportunidade, a melhor estratégia… 

E, cara,  não existe o melhor. Existe um caminho no qual, se você souber caminhar ao longo da sua jornada, você pode acelerar e pode conquistar os seus objetivos antes. 

Então, independente da área que você atua, livros são ouro em palavras.

Por que eu acredito tanto em um livro? Porque quase ninguém consegue ler um livro. As pessoas querem assistir a um curso. 

É chato pra caramba você ficar lendo. Separa na sua rotina 20 minutos pra ler um livro todos os dias… 

A questão não é o quanto você lê, a questão é a disciplina de você ler consistentemente e, depois de absorver um conhecimento, colocar em prática. 

Conteúdo aleatório é conteúdo perdido. 

Não adianta nada, por exemplo: Eu não tenho hábito de leitura. Então, do nada, hoje eu vou pegar um livro e ler por 3 dias. Cara, não vou absorver. 

Não foi trabalhado a consistência, a disciplina nem o corpo pra absorver o conhecimento. 

Por que hoje em todo lugar existem pessoas vendendo facilidade? 

Eu vou ser muito sincero e vou generalizar: Hoje no mundo dos investimentos tem pessoas vendendo fórmulas mágicas pra ganhar dinheiro e muita gente cai em golpe. Tem gente vendendo uma comida milagrosa ou um shake milagroso que vai te fazer emagrecer comendo hambúrguer todos os dias… 

Eu acredito que tem algumas coisas que vão te ajudar momentaneamente, mas que não são saudáveis pra sua vida no longo prazo. 

Então livros pra mim são ouro. 

Às vezes me perguntam: “Danilo, qual é o melhor livro?” 

Primeiro, o que você quer pra sua vida? 

Se você tem um relacionamento horrível com a sua família, a sua esposa, o seu filho, não adianta querer desenvolver o lado financeiro… 

Você vai querer ter o melhor relacionamento do mundo do dia pra noite? 

Não. É consistência. 

A sua vida é para o longo prazo. Mas ela é construída no curto prazo. 

Tudo o que você for construir: relacionamento, dinheiro, fortuna… Tudo é construído no longo prazo, dia após dia. 

No Brasil quase ninguém gosta de ler, então quem lê se destaca. 

Muito bom! Danilão, me conta um hábito ou um hobbie que você gosta muito. 

Vou falar uma coisa que a minha noiva me fala muito…

Eu sou uma pessoa que repete as mesmas coisas quase todos os dias. 

Eu tomo o mesmo café da manhã todos os dias. 

Eu treino todos os dias. 6 horas da manhã ou eu tô correndo ou eu estou fazendo bicicleta e todas as vezes eu estou ouvindo sempre as mesmas músicas.

No trabalho, o dia inteiro eu opero bolsa, chego em casa às 7 da noite, janto com a minha noiva e vou ler. 

Todos os dias eu tenho o hábito de ler meia hora. 

Tem novidades na minha vida? Não tem. Mas manter uma vida simples é muito difícil. 

Então é isso. Eu faço as mesmas coisas há muitos anos. 

E o meu hobbie, pra liberar a minha energia e relaxar é treinar. Eu não gosto de treinar e ninguém gosta de treinar. Mas é o que te força todos os dias a liberar endorfina, te torna uma pessoa melhor, desenvolve uma saúde melhor… 

Nos últimos 5 anos, olhando para um comportamento ou uma nova crença, o que você ressalta que melhorou a sua vida? 

O que mais trouxe benefícios pra minha vida é uma coisa simples, mas muito difícil…

É uma parada que se chama foco. 

Mas qual é o ponto… Quando as pessoas falam em foco, o foco é uma parada muito aberta que poucas pessoas sabem de fato seguir. 

O que é foco numa vida? Qual é o seu foco realmente? 

As pessoas falam em foco mas elas não têm foco. 

Então o meu foco é ter um crescimento.

Quando eu foquei no meu Iron Man, eu tive que aprender a falar “não” pros meus amigos que me chamavam pra sair pra bar, eu tive que aprender a falar “não” pra minha noiva que queria comer um hambúrguer… Porque eu tinha foco. 

Quando você tem foco em um único objetivo, você consegue realizar. 

Agora, você tem que ser pessoa o suficiente pra honrar com a sua palavra e saber se você vai conseguir manter o seu foco nos devaneios que a vida vai te proporcionar. Nas facilidades que a vida vai te mostrar.

Por exemplo, você está focado buscando aprender sobre bolsa de valores e vem o anjinho do mal no seu ouvido e fala “Já que você está aqui, por que você não tenta buscar por um atalho? Mas é um dia só… Não vai mudar.” 

Com essa tentação as pessoas desviam. 

E não é desviar da rota uma vez, é a atitude que você desviou da sua rota que vai te causar o errado. 

Eu gosto de trabalhar foco com consistência. Não adianta você só querer. Você tem que se comprometer dia após dia. Você tem que ter foco para atingir um objetivo no longo prazo, mas a sua consistência são atividades que você faz dia após dia. 

Eu não vou dormir mais tarde hoje porque eu sou merecedor por ter trabalhado até tarde ontem. 

“Meu amigo, você vai acordar às 5 horas da manhã e ponto acabou. Não tem negociação com o seu relógio, não tem negociação com a sua vida. Você tem que fazer. Você se comprometeu a realizar aquilo. Então você vai realizar. Mas não vai achando que as coisas vão cair do céu não. 

Você tem que treinar? Você vai treinar. 

Você tem que estudar? Você vai estudar. 

Você tem que comer comida saudável? Você vai comer comida saudável. 

A opção de parar não pode existir. Então quando você alinha foco com consistência… isso torna uma explosão pra sua vida. 

E eu comecei a entender como funcionava isso. 

Basicamente o que eu mudei nas habilidades é foco e consistência. É nisso que eu acredito e é isso que eu prego. 

E quando você se sente perdido e sem foco? Porque a gente passa por momentos difíceis, existem esses desafios que acometem a gente e, às vezes, a gente fica temporariamente perdido, confuso… O que você normalmente faz quando você se vê nesse lugar com foco meio embaçado, se sentindo perdido etc? 

Sendo sincero? Choro. 

Chora, xinga, fala que sua vida tá uma porcaria, tenta desistir… No outro dia você tem que lavar o rosto e ir atrás de novo.

A vida é um constante processo de aprendizado. 

Quando as pessoas falam: “Ah, eu quero atingir o sucesso, eu quero uma quantidade X de dinheiro na conta..” 

Você vai ter que pagar um preço por isso. Você tem que sustentar e ser pessoa o suficiente pra carregar o fardo. 

Então você tá mal? Chora. Quer chutar o balde? Chuta no final de semana, porque durante a semana você tem o compromisso. Se arrasta e entrega o melhor pros seus funcionários, pros seus clientes, pros seus parceiros… 

Por exemplo, um dos momentos que tirou o meu foco: A minha empresa cresceu, contratei mais pessoas, estamos bem, crescendo… 

Mas será que é só eu ficar operando bolsa que tá tudo certo? 

Não. Eu tive que aprender sobre gestão, sobre liderança. Então eu entendi que o que  me causava falta de foco ou a minha tristeza era a falta de uma habilidade que eu ainda não tinha. 

Então eu tinha que desenvolver uma habilidade. Eu fui atrás de um livro sobre gestão e liderança e comecei a estudar. 

Aí chega um ponto que você precisa de ajuda. 

Então você vai ver que um curso, uma mentoria, um mastermind, um livro, tem o preço que você precisa pagar para você adquirir o valor que você não tem que está te tirando o foco. A vida é isso. 

Você tem que pagar, tem que doer no seu bolso, porque você tem que desenvolver uma habilidade que você não tem. 

Primeiro: O que te tira o foco? O que te causa medo. 

Segundo: O que te causa medo? O desconhecido.

Então quando você vê tudo o que é novo pra você, é natural ofuscar, é natural você ter um bloqueio. 

Então vai devagar se relacionando com o desconhecido. 

Toma risco de maneira inteligente. 

Quando você conhece o desconhecido, o seu foco começa a voltar, aquilo começa a clarear. O seu objetivo vai mudando ao longo do caminho, mas quando você não tem foco, você vai buscar por conhecimento. 

Crescer é muito desconfortável. 

Olhando pra trás também, eu queria que você dividisse com a gente o seu maior erro e algo que você tem medo, se você se sentir confortável. 

Eu acho que tudo na nossa vida é um eterno aprendizado. Você não pode se culpar ou se julgar pelo resto da vida por um erro que você cometeu no passado. Você deve aprender com aquilo que você fez. 

Um erro meu foi faltar o respeito com a minha mãe. 

Independente da religião de cada um, eu acredito que estar em família é uma coisa respeitosa, que estar sentado numa mesa pra comer é uma coisa respeitosa… 

E foi quando a gente tinha vários problemas familiares e minha mãe não deixou eu comer um pedaço de pizza. Eu peguei e falei “Bom então pega esse pedaço de pizza e guarda naquele lugar”. 

Foi uma falta de respeito que eu tive numa mesa. Eu me arrependo? Cara… Não. 

Esse erro mudou o homem que eu sou. Se não fosse esse erro eu não teria saído da minha casa, eu não teria aprendido a viver. O problema é você ficar se remoendo.

Uma das coisas que eu trabalho muito na minha cabeça é que você nunca vai conseguir mudar o seu passado. 

Então eu não tenho medo de nada. Eu penso no que eu posso fazer daqui pra frente.  Por mais que hoje eu cresci, por mais que hoje eu tenha a vida que eu tenho… Lógico que eu sinto falta dos meus pais, mas hoje eu não vou fazer meu pai e minha mãe estarem próximos, não vão fazer eu ter o amor que eu queria ter quando criança… 

Então não é se arrepender das coisas. É viver com seus erros e aprendizados. Se você não está disposto a aprender dia após dia, a vida vai te dar uma grande lição. Quem não sabe aprender, às vezes essa lição vai ser muito dolorosa. 

Boa! Vamos pra uma reflexão. Se você tivesse um outdoor e todo mundo pudesse ler a frase que você escreveu ali, qual é a frase que você colocaria nesse outdoor? 

Foco na missão. 

Qual é a sua missão? 

As pessoas não sabem o que elas querem da vida, cara. Sendo muito sincero. 

Ganhar dinheiro, ter um relacionamento melhor, não é um objetivo. Então quando você não olha pra você, qual é a sua missão de vida? 

Eu acho que é isso. 

Você começa a se construir. Se você não tem uma construção sólida de onde você quer chegar, qualquer emprego pra você serve, qualquer resultado medíocre pra você serve… Porque qualquer barranco que você se escorar, pra você tá bom… 

Então quando você tem uma missão, qual é o seu objetivo de vida? Você tem um objetivo muito claro? Tenha foco. Só segue. Aprende a excluir o que está vindo em volta. 

Manter o foco num objetivo único de vida é o maior desafio. É você repetir dia após dia aquilo que você quer viver. 

A sua vida não muda do dia pra noite. O seu sonho não muda do dia pra noite.

Se a sua vida ou seu sonho muda do dia pra noite,  é porque seu sonho não está muito bem claro na sua vida. 

Então o que você quer? Foco é saber dizer não. 

Danilo, como você gostaria de ser lembrado? Depois que você partir, alguém falando de você: Pô, o Danilo Zanini foi…” Foi o que? 

Essa pergunta é difícil. 

Eu sou muito apaixonado por criança, então eu quero ser exemplo pros meus filhos. 

Mas o que eu faço no dia a dia, as mensagens que eu recebo pela minha rotina, pela minha disciplina, pela inspiração que as pessoas vêem, a forma que eu comecei a lidar com dinheiro… É muito bacana ter um reconhecimento de outras pessoas. 

Ser reconhecido como uma pessoa que zela pelos seus princípios e seus valores, que honra com a sua própria palavra, se você é obstinado a buscar por algum resultado, vai atrás sem medo algum. 

Você consegue. 

Se eu pensar muito em outras pessoas, vai mudar muito o foco da minha vida. O foco da minha vida é construir a minha família sólida e ter a minha situação financeira como a que eu não tive quando era criança.

Então sendo sincero, eu não tenho foco de tentar agradar as outras pessoas. Mas poder passar uma imagem honesta, sincera, mostrar que o que eu falo eu faço… 

Acho que você tem que agradar menos às outras pessoas e agradar mais a quem está realmente do seu lado. 

Agradar as outras pessoas vai ser consequência. Porque senão você vai acabar esquecendo de viver a sua vida e vai querer viver uma vida de outras pessoas. 

Cara, quando o assunto é recorrência, qual é a sua visão e qual é o impacto disso no seu negócio? 

Eu posso usar a recorrência como a forma que você vai poder continuar crescendo na sua vida. 

A recorrência vai te dar oportunidade pra tomar decisões na sua vida e poder escalar. 

Seja a sua saúde, a sua vida financeira, tudo… 

A recorrência está presa na nossa cabeça culturalmente como um salário. 

Recorrência nada mais é do que ter um pagamento recorrente em um determinado período. Seja semanal, mensal, anual… Dentro de algumas periodicidades diferentes. 

Culturalmente, a recorrência de um salário está imposta na nossa cabeça como algo bom, porque te dá uma segurança. 

Então quando eu vejo a recorrência, eu vejo a oportunidade de você poder arriscar na sua vida. Tendo uma recorrência, ela te dá a tranquilidade de tomar decisões assertivas. 

O que eu gosto, o que eu atuo como tudo na minha é ter recorrência, é ter um fluxo de retorno. 

Recorrentemente na minha vida eu desenvolvo as mesmas habilidades. Se você consegue fazer isso com dinheiro, ter uma renda recorrente, vai te dar uma tranquilidade pra chegar em patamares que você nunca chegou.

Então hoje eu arrisco muito criando empresas pra que essas empresas me dêem uma renda recorrente pra que eu possa tomar decisões mais assertivas e mais seguras e poder arriscar. 

Então pra mim a recorrência é a minha vida. É o que faz eu poder ser o que eu sou, que me dá segurança pra poder seguir. 

Estamos caminhando pro final com essa última pergunta: Olhando pro seu tópico de finanças, quais são os 3 conselhos que você daria pro seu filho? 

Primeiro conselho: Tenha um relacionamento saudável com a sua grana. Converse com o seu dinheiro, converse com as pessoas que estão à sua volta sobre o dinheiro. 

Por que eu falo isso? Recentemente eu vi um estudo que sempre que uma pessoa é questionada sobre dinheiro, vinha a palavra problema. Por que problema? Porque ou você tem dívida, ou teve problema financeiro, familiar… 

Mas hoje na nossa cultura, dinheiro é sinônimo de problema. 

Então ter relacionamento com dinheiro é conversar com a sua esposa, com o seu filho sobre dinheiro. É aprender a dar valor ao dinheiro. É aprender a falar não. 

É ter um relacionamento saudável. 

Segundo conselho: Tenha educação financeira e aprenda a gastar. 

É a famosa frase que fala no livro Pai Rico Pai Pobre: Gaste menos do que você ganha. 

E o terceiro que é o mais importante: Assuma risco. 

Entenda que vai ter um desconforto aqui pra poder ganhar exponencialmente lá na frente. 

Mas vamos ser sinceros: Vai tomar risco de maneira inteligente. 

Vai ler. Entenda que arriscar em um determinado projeto requer desempenho, dedicação, comprometimento… 

Então quando eu falo de assumir risco é buscar sair da sua zona de conforto. 

Não tenha medo de tomar não, de errar. A vida é feita de erro e quando você aprende a lidar com isso, você vai embora. 

O longo prazo é construído pelo curto prazo. Essa é a minha mensagem final. 

Danilo Zanini.

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