O PRIMEIRO CLIENTE DA MENTALIDADE EMPREENDEDORA | PODCASTME T03 EP02

Redação Mentalidade Empreendedora

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Artigos produzidos pela equipe de redação do Mentalidade Empreendedora.

O PRIMEIRO CLIENTE DA MENTALIDADE EMPREENDEDORA | PODCASTME T03 EP02

(Pedro) Hoje vou falar de uma história que é a colocação prática de LTV- Life Time Value – o valor que um cliente tem para o seu negócio. E eu vou entrevistar o primeiro cliente da Mentalidade Empreendedora, Juvenal Valentim. 

Quero começar esse papo com você contando um pouco da sua história…  

(Juvenal) É uma história digna de empreendedor…

Eu estava na casa dos 20 anos quando estava trabalhando de garçom em um restaurante na praia de João Fernandes, em Búzios. O restaurante se chamava “Restaurante A Pomba”, o nome é engraçado. 

A gente atendia muito gringo. Lembro até hoje de uma família de angolanos que foi lá e eu atendi. Tinha umas 14 a 16 pessoas e cada um comeu uma lagosta. Na época o quilo da lagosta era 250 reais. Arrebentei naquele dia. 

Atendi um cara que ganhou na loteria dos Estados Unidos também. Ele ficava jogando dólar pra todo mundo. Doideira! ~risos

Ele saía e voltava com um monte de sacola das lojas maneiras de búzios e dava pros outros na rua. Gastava tudo. Deve estar pobre hoje. 

Tinha uma parada que eu fazia lá que era bem empreendedor. Eu era cumin, não era nem garçom, era ajudante de garçom. Ou seja, eu não podia atender mesas, eu só limpava.

O que eu fiz? Amizade com os 2 principais garçons da casa, o mais antigo e o que mandava lá, Thiago e Naldo. Aí eu comecei a atender mesas no nome deles e aquilo ali foi uma escola de vendas pra mim. Atender as pessoas, fazer elas comprarem várias vezes, antes do cara terminar a bebida dele eu já chegava com outra… enfim. 

E tinha uma parada bem maneira também. Descendo a rua do restaurante você cai na beira da praia. Nessa ruazinha passavam os gringos que vinham dos hotéis. 

O restaurante não podia cobrar só pra pessoa sentar nas mesas, então só podia sentar quem ia almoçar nos restaurante. Os gringos passavam procurando “silla y sombrilla” que é cadeira e guarda-sol. 

A 100 metros antes da praia tinha uma barraquinha que locava cadeira e guarda-sol, mas os gringos não locavam lá. Então eu ia pra beira da praia, abordava eles, perguntava se eles queriam cadeira e guarda-sol. Aí eu alugava por 25 ali em cima e vendia por 50. Recebia os 50 na hora, subia, pegava as cadeiras e guarda-sol, e entregava na areia. Era isso o dia todo. 

O restaurante não tinha interesse nessas mesinhas pequenas. Eles nem vendiam água de coco, por exemplo. Mas tudo vendia na barraquinha ali em cima. Aí os caras sentavam lá e queriam água de coco. Custava 10? Eu cobrava 20. 

Naquele tempo eu andava com um celular na cintura que ficava tocando direto e eu atendia os clientes da gráfica que eu trabalhava. Vendia letreiro, folheto, flyer, chegava em casa de noite, fazia a arte e mandava pra gráfica. 

(Pedro) Teve um momento que você saiu da praia e depois você abriu a sua gráfica, né? 

(Juvenal) Abri, fechei, abri denovo… Isso foi bem no começo. Mas eu sempre pensava: “Quero ter uma agência, quero ter uma agência…” Eu estava buscando isso. Era meu sonho ter uma agência. 

Tudo que eu fiz foi pra levantar grana pra ter a agência. Sempre fazendo trabalho pra gráfica e pra coisas que me aproximavam disso. 

Até o dia que alguém perguntou se eu sabia fazer site, eu nem sabia o que era um site. Ai eu falei: “Faço, pô, com certeza.” Aí vendi primeiro – Claro! – depois fui aprender a fazer. Comprei um curso de WordPress no começo do WordPress, aprendi em 2 noites estudando direto e descobri que tem um mercado de tema. Pra fazer um site você compra o tema e configura. Eu falei: “É isso”. Aprendi servidor, essas coisinhas e fui pra cima. 

(Pedro) Como você chegou naquela empresa de consultoria? Fazendo uma longa história curta.

(Juvenal) Comecei a vender site e comecei a me conectar com outros tipos de empresários, outras necessidades que não eram só cartão, folheto, letreiro e essas coisas. Aí eu comecei a fazer trabalhos pra empresas maiores. 

Numa necessidade de site que eu conheci o dono daquela empresa que foi onde a gente se conheceu. A gente era uma dupla na empresa de consultoria de negócios, fazia gestão e tudo mais, e foi ali o mais próximo que eu vi o ponto onde dava pra realizar o sonho, sabe?

Conheci o Pedro lá e ele estava fazendo o projeto de pós-graduação, o projeto do Acelerador Digital.  

A gente ficava conversando pra caramba sobre isso e eu fui o cobaia. 

(Torres) Vocês faziam a mesma função nessa empresa? 

(Pedro) Eu botava o terninho né? Ele era o ovelha-negra, rebelde, não queria usar terno… ~risos 

(Juvenal) Ainda lá a gente fez o FreelaPro não foi? O primeiro congresso.

(Pedro) Fizemos. Fizemos um lançamento local. Lá nessa empresa eles estavam passando por um desafio de caixa e a gente montou uma estratégia que a gente denominou de lançamento local. 

Basicamente, é tipo um webinar, só que com uma palestra ao vivo e a gente lotou a sala de empresários da região pro dono da empresa fazer um pitch.

Várias coisas aconteceram lá. Foi um tempo de aprendizado e o que a gente levou de lá foi a amizade que a gente construiu. 

E aí tem um ponto, Juvenal, que eu acho interessante, porque a gente tá aqui falando do fato de você ter se tornado o primeiro cliente da Mentalidade Empreendedora. Naquele momento lá a Mentalidade Empreendedora era uma página do Facebook que, depois, se tornou blog. 

O que rolou? 

Eu tinha um projeto de pós e nesse projeto eu gostaria de validar uma metodologia. 

Um ponto importante pra você que está lendo, é que validação é alguém dizer que compraria? Não. Validar é testar. 

Quando você tem uma hipótese, um projeto, e deseja colocar ele no mercado, você tem que validar. Isto é, saber se a pessoa paga por aquelas ideias, aquela hipótese, aqueles achismos que você tem. 

Você pode validar um problema ou validar uma solução. Como funciona isso? 

Como valida problema? Fazendo pesquisa. 

Por exemplo:

“ – Cara, você já passou por isso?

-já passei…

-Você já comprou algo pra resolver isso?

-Já[…]”

Aí você vai descobrindo se, realmente, alguém já pagou por esse negócio que está na sua cabeça. 

Validar a solução é o seguinte: Você montou um produto ou serviço que você acha que as pessoas querem comprar. E aí você precisa pegar isso e vender pra alguém pra realmente validar. Perguntar se as pessoas comprariam não é validar. Se você pergunta “Quem compraria isso?” todo mundo compraria, mas na hora de colocar a mão no bolso, ninguém compra. 

O que aconteceu foi que eu vendi pro meu amigo. 

Ai, Juvenal, você foi lá e comprou. O que mudou?

(Juvenal) Fiquei com 5 mil reais a menos na conta. ~risos 

Depois o Acelerador foi vendido a 2 mil. 

(Pedro) Quando você está validando, ainda mais dentro de um formato Premium, pegando pela mão, instruindo e tudo mais, tem que ser mais caro. 

(Juvenal) Mas tem um ponto importante nesse negócio de amigo. Tem gente que se prende com isso e, às vezes, deixa de fazer ou desacredita. O cara pode ter só a roda de amigo mais próximos pra fazer uma validação e às vezes deixa de fazer sem querer misturar negócio e amigo. 

Não lembro de quem foi que ouvi, mas faz muito sentido, que é o seguinte: “Negócios, negócio. Amigos FAZEM parte”. Então não se trava nessa parada. Faz sentido estar com as pessoas que são próximas de você. 

(Pedro) E o jeito do negócio que a gente acabou construindo, de certa forma, ele favorece isso. Porque se a gente for conceituar o nosso negócio, a Mentalidade Empreendedora, a gente é uma empresa de consultoria em conceito. 

Se você for olhar pro mercado, uma empresa de consultoria entra em um caixote meio conservador, umas coisas bem terno e gravata e a gente escolheu construir uma coisa que tem a ver com a nossa identidade. Então os passos que a gente foi dando têm a ver com isso. 

Hoje, se a gente for olhar pros nossos programas Premium, o Mentalidade Master que, inclusive, você continua fazendo parte há 7 anos, é uma parada que se tornou um círculo de amigos. 

Algumas pessoas que não eram nossos amigos, a partir dali, acabam se tornando uma consequência da convivência. Obviamente isso não é uma moeda de troca, não está na oferta que o cara vai virar meu amigo.

Você se relaciona o ano inteiro com aquela pessoa, no mínimo 1 ano em encontros presenciais e online e com isso um se propõe a ajudar o outro nos desafios e isso vai criando esse vínculo. 

(Torres) Eu acho também que, quando a gente tem princípios e valores muito bem definidos, a gente acaba atraindo pessoas muito parecidas. E aí fica fácil de um nível de trabalho se tornar um nível de amizade. Porque você tá colocando pessoas que pensam parecido com você. 

(Pedro) Com certeza! 

Cara, ao longo da nossa vida, a gente tem várias pessoas que se tornam nossos clientes, encerram o ciclo e não continuam. Não tem nada de errado. A gente continua amigos. 

Agora, Juvenal, olhando pra Mentalidade Empreendedora como uma empresa que te ajuda nos seus desafios, no seu negócio, o que fez ou faz você continuar caminhando com a gente? 

(Juvenal) A gente tá falando de um ponto que é muito importante pra mim. A gente começou com essa brincadeira que foi real de cobaia e tal. Depois desse ponto eu abri a Dinamiza e a gente continuou fazendo muitos negócios. 

Eu prestando serviço pra vocês lá no começo. O pagamento às vezes era em Ipad, às vezes em dinheiro, a gente fazia essas trocas doidas. Quando eu vendia serviço e você fazia o planejamento de marketing pra mim. 

Respondendo a sua pergunta agora, o que me faz permanecer… De fato a gente construiu uma amizade, não só com você, mas com todo mundo que foi vindo depois, a sensação foi assim… 

Separando só negócios agora: Eu sei que se der ruim tem alguém pra me ajudar sempre. Tem solução, tem um grupo… E se der bom, tem gente pra me ajudar a crescer mais. 

A sensação é essa. Que nunca vai dar ruim. O sentimento que eu tenho é que só vai dar errado se eu quiser. 

Mas a nível de participar do grupo há 7 anos, é um lugar com pessoas que ou já passaram pelo que eu estou passando e pessoas que estão onde eu quero chegar. É uma cobertura total a nível de negócios. Entendeu? É o que eu sinto. 

E pessoalmente também. É um grande diferencial o nível de pessoalidade que tem nisso. Não é uma coisa que faz parte da promessa, mas é uma coisa que acaba acontecendo por conta do que todo mundo acredita. 

(Pedro) Eu lembro que a gente falou uma vez de um camarada X, que não vou citar o nome aqui, que você percebeu uma coisa nele e, pra mim, foi uma coisa que me marcou.

Você disse: “Esse cara tem um discurso, mas a prática dele não condiz com aquele discurso.” 

De certa forma, eu vejo que existe em nós uma busca sincera de ser o mais coerente possível, entendeu? É óbvio que a gente erra. Você é humano, você vai errar. 

Nem tudo são flores, mas essa busca é uma busca constante. Acho que isso também é um fator que eu vejo, por exemplo, no grupo de mentoria, a maioria renovando. No Mentalidade Master, a maioria renova. 

Tem gente que não renova? Claro que tem. Toda assinatura tem. Inclusive, um dos princípios de se trabalhar com assinatura, seja de high ticket ou de baixo ticket, é você fazer as pazes com cancelamento. Você entender que vai existir, você vai aplicar a tática pra diminuir, mas vai existir. 

Então quando a gente olha pra isso, acho que essa busca por coerência é um fator, o alinhamento de valores eu acho que é muito importante também. 

Legal você falar que encontra na gente esse lugar de segurança, a gente estar junto, se você precisa de auxílio a gente consegue te ajudar. E não é só a cabeça de um. Acho que esse é um lance também. Não é “o Pedro” que faz o negócio, ou “o Dudu” ou “o Torres”. É um time, é o grupo, são as pessoas que estão envolvidas ali. 

E, se você não achar a resposta ali, certamente vai ter alguém que conhece outra pessoa que sabe a resposta que você precisa. Esse é um ponto que é animal dessa parada. 

E, cara, olhando pra construção, pra sua busca, pra essa parada que você falou que tinha o sonho de ter uma agência, como que está isso? Eu sei que você realizou esse sonho. Fala um pouco disso. O que você sentiu quando realizou um sonho? 

(Juvenal) Cara… O sentimento é difícil de explicar. Mas é uma coisa que te deixa super entusiasmado pra continuar prosseguindo, te enche de gás quando você vê o que conseguiu construir. Você conseguiu imaginar uma coisa, colocar aquele negócio em prática e ver as coisas acontecendo do zero. Você, intencionalmente, faz as coisas.

Eu lembro quando estava na empresa de consultoria e ficava desenhando a logo da minha empresa sem falar com ninguém… 

Saí dessa empresa, depois comecei no meu quarto, depois aluguei uma sala, depois contratei o primeiro funcionário. Aí falei: “É real.”. Agora a gente está reestruturando algumas coisas pra voltar com alguns clientes do mesmo jeito que a gente sempre trabalhou, selecionando bastante e acelerando. 

(Torres) O que eu acho legal na história do Juvenal é que, pegando a sua história, você passou por um monte de desafio, né? Uma coisa que eu acho legal é que você não para. Isso eu acho incrível. 

Apesar dos desafios acontecerem na vida de qualquer um, tem gente que escolhe parar. Acho que uma lição que pode ficar desse podcast aqui hoje, é que não importa o que você faça. Tem que ser com excelência e que, se você escolher mudar, que você rompa com os obstáculos que vierem. 

Isso é o que eu tiro da sua história. Deu problema, resolve e bola pra frente. 

(Pedro) Legal. Eu queria que você deixasse, Juvenal, pra galera que está lendo aqui, um conselho. Tem gente que acompanha a gente e é aquele cara que fica ‘flertando com o digital’. Ele vê oportunidade, ele vê que é possível, ele vê histórias de sucesso, histórias de outras pessoas, casos como o seu e, às vezes, ele fica ensaiando mas nunca entra. 

Você que é essa máquina de execução, o que você fala pra essa pessoa que fica ensaiando mas não entra em campo? 

(Juvenal) Abrindo um parênteses rápido, ouvir isso é bom. Eu nunca acho que eu sou isso. Eu sempre acho que eu não tô fazendo nada. Sempre. Enfim…

Mas eu acho que essa galera tem medo. Pode até dar a desculpa que não tem dinheiro pra investir, pode dar a desculpa que for. A real é que, quando eu comprei o acelerador, eu não tinha dinheiro. Paguei com cliente que eu vendi. Grande parte dessa minha história eu não tinha dinheiro. Eu tinha coragem. 

Não espera o medo ir embora, porque ele não vai. Todo mundo tem medo. A parada é lidar com isso. Você lida com essa situação e avança. 

O que foi fundamental no meu começo foi eu confiar em mim. 

Eu sempre tive muita confiança. Eu sentava em uma mesa cheia de diretor, com CEO da empresa, eu sem barba com a maior cara de moleque, mas com a confiança de que eu já tinha feito aquilo 300X, entendeu? 

Tem que ter confiança no que você acredita. Se você acredita mesmo, o que vai provar é você ter confiança. Isso fez o meu jogo virar porque eu lidava com todo mundo de igual, entendeu? Podia ser o papa, o presidente dos EUA ou o “Zézinho”. Eu lidava com todo mundo da mesma forma e com o mesmo nível de confiança. 

Se eu tivesse começando hoje o que eu faria: Eu ia colar em alguém. Antigamente não tinha. Eu tive a sorte de encontrar o Pedro na mesma ansiedade e tudo mais. Mas hoje em qualquer canto na internet você encontra qualquer coisa que você precisa. Então não tem desculpa. 

Cola com quem já fez o que você quer fazer, arregaça as mangas e vai pra cima. Às vezes o que falta é tempo de bunda na cadeira e execução, entendeu? 

Vai com medo, cola com quem já alcançou o que você quer alcançar, quem já fez o que você quer fazer, quem está fazendo o que você ainda vai fazer, enfim.. Quem te inspira. 

Não coloca sua motivação nas outras pessoas. Coloca sua motivação em você, na sua confiança, se compromete e vai. 

É isso. 

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