Veja agora como a Recorrência TRANSFORMOU A VIDA DELE | PodcastME T02 E34

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Veja agora como a Recorrência TRANSFORMOU A VIDA DELE | PodcastME T02 E34

Nesse episódio você vai conhecer a história de superação, crescimento pessoal e como a recorrência trouxe pra ele mais previsibilidade, lucratividade e, principalmente, mais impacto da mensagem que ele carrega. 

Esse é um bate papo com o Fábio Coelho, da Academia do Autismo. 

Como começou a Academia do Autismo

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Então, eu fui sendo levado pra essa área. Costumo dizer que foi o autismo que me escolheu. 

Eu era militar da marinha e fiz faculdade de psicologia almejando crescer dentro da carreira de militar.

Eu tava no final da faculdade, estudando uma outra área, eu estava estudando habilidades sociais de pilotos para prevenir acidentes aéreos e, no meio do último ano, eu recebi uma ligação da minha sogra com a minha esposa, muito emocionadas falando “Fábio, estamos aqui na consulta e o médico disse que nosso filho tem autismo”. 

Ai o meu mundo mudou. 

No final da faculdade, tendo que fazer a escolha de qual área escolher pra se dedicar e a partir disso, comecei a estudar autismo pra ajudar meu filho. 

Comecei a vivenciar as dificuldades de encontrar tratamento adequado, profissionais qualificados, inclusão escolar e tudo mais. 

Me especializei em autismo, fazendo formações com cursos fora do país, tudo pra ajudar o meu filho a se desenvolver. 

Aí a minha vida profissional começou a mudar. Me especializei pra ajudar meu filho e aos poucos outros pais começaram a me procurar. 

Em pouco tempo eu já estava com um consultório atendendo crianças com autismo.

Isso foi me lavando a estudar cada vez mais e a ajudar mais e mais pessoas. 

Organizamos eventos presenciais pra capacitar os profissionais da região. Muitos procuravam e não tinham o conhecimento, os que atendiam o meu filho, mediador escolar, professor, fono, psicóloga, não tinham capacitação na área. 

Desses eventos começamos a pensar em fazer algo maior e organizamos um simpósio. Durante a organização deste simpósio que visava ajudar a APAE daqui da região, surgiu a ideia de fazer também online, podendo alcançar mais pessoas. 

O evento foi um sucesso e a partir de então começamos a produzir conteúdos online. 

Daí então surgiu um curso, outro curso e eu comecei a ficar muito dividido. 

Eu estava na Marinha, comecei a ficar com o consultório cada vez mais cheio e estava com o trabalho online em paralelo.

Eu saia da Marinha às 16h da tarde, ia pro consultório, atendia até as 21h, 21:30/22h eu fazia uma reunião para ajustar algumas coisas do online. 

A equipe do online sempre me puxando pra produzir mais conteúdo, e eu estava lidando como algo extra. 

Nesse período, precisando decidir entre a carreira militar, o consultório e o online, veio algo decisivo: Meu segundo filho nasce e é diagnosticado com autismo também. 

Pra mim isso foi um sinal. Eu pedi a saída da Marinha e comecei a trabalhar com foco no consultório e me dedicando mais aos cursos online. 

Como o digital se tornou seu principal negócio? 

Eu gostei muito do trabalho online, o alcance é muito maior, eu tinha uma equipe de amigos e sempre me senti bem nesse ambiente. 

Até o momento que eu enxerguei que não conseguia fazer as 2 coisas bem feita. 

Ás vezes queremos abraçar todo mundo e isso te deixa num nível médio. 

A partir daí, resolvemos entrar de cabeça no mundo online e criar uma instituição de fato. 

Pra isso eu abri mão dos atendimentos no consultório, montei uma equipe de atendimento online e, também, supervisiono uma equipe de atendimentos presenciais. 

Ao invés de eu atender 10 crianças em um dia, eu tiro um dia na semana pra dar supervisão na equipe. 

Com isso, eu pude alcançar mais pessoas. Eu atendia 30 crianças, hoje, com a equipe de 20 terapeutas, conseguimos atender 300. 

E no online consegui me dedicar realmente a ter uma instituição, produzir conteúdos e entrar de cabeça nesse mundo. 

Como foi a transição pro modelo de vendas recorrente? 

Como foi esse passo, já dentro do online e tendo resultados que, inclusive, abriram seus olhos pra essa possibilidade, o que mudou na sua ideia de negócio antes e depois do modelo de recorrência? 

Foram algumas questões. A primeira era a organização pessoas. A gente precisava de um modelo de negócio que dava previsibilidade. 

A gente precisava de algo que eu pudesse sair da Marinha que era um valor bem menor, mas um valor fixo mensal, sair do consultório… 

Eu não poderia ficar trabalhando com um modelo de lançamento a cada 3 ou 4 meses que poderia ou não dar um retorno. 

Então a gente precisava dessa previsibilidade pra contratar funcionários, pra ter os custos da empresa bem organizados e, a partir disso, ter um impacto maior nas pessoas. 

A pressão somente dos lançamentos era muito grande também. Porque tinha que dar resultado porque a gente dependia disso pra poder manter a empresa durante todo o ano. 

Quando a gente se torna pai, uma das preocupações que a gente não tinha antes, a gente começa a ter. Antes de ser pai, você até ousa mais em algum nível. Quando você se torna pai, em algumas decisões você se torna mais conservador. 

Então você fala “Cara, eu não vou pegar essa grana que eu tenho aqui e botar em uma aventura que pode ser que dê muito certo”. 

E aí, particularmente, a recorrência com a previsibilidade e a segurança traz, qual é a sua visão como pai, dentro dessa perspectiva de tomar risco, como você lida com isso? 

Na minha vida eu considero tudo isso que você falou e com um potencial ainda maior. 

Primeiro  pela questão dos meus 2 filhos especiais, com gastos extras, tratamentos caros, escola cara e várias coisas que eu não posso me aventurar em colocar a saúde deles em risco, nesse sentido. 

E um outro ponto é a questão de “Poxa, eu preciso arriscar menos por conta da Marinha. Eu tô saindo de um trabalho estável. O que eu vou dizer pra minha esposa? E pros meus pais? Eu estou saindo de uma carreira estabilizada pra arriscar a vida da minha família, da minha esposa, dos meus filhos, em um negócio digital. Não rola… Então eu preciso me organizar.” 

Então eu precisava dessa estabilidade pra dar segurança pros meus familiares. 

Ficou claro pra mim que pra parar de atender e sair da Marinha eu precisava de uma estabilidade e a recorrência nos trouxe isso. 

Outro ponto também é a questão do que eu acredito ser educação. O que eu acredito ser o ensino.

Eu não acredito que nenhum curso seja o ponto final. Tanto na capacitação dos profissionais da educação quanto na capacitação dos profissionais da Saúde e, principalmente, para os pais. 

Aí, o pai vai fazer um curso e, Por mais que você diga que o seu curso é o melhor que exista, A gente sabe que vai chegar no final daquele curso e não acabou. Ele precisa continuar aprendendo.

 Por mais que você faça um curso de excelência.

Passou um mês, saiu conteúdo novo, um artigo novo, tem uma ciência nova surgindo…

Então o modelo de ensino que tenha essa esse espírito de comunidade, de capacitação contínua, se enquadra mais no que eu penso ser o modelo modelo de ensino também.

Então teve toda essa questão de mudança de vida mas tem algo ali que eu acredito que funcione melhor. 

A pessoa terminou o curso, a gente entrega o certificado pra ela mas a gente diz: “Continue conosco. Vamos fazer outro, vamos seguir estudando. Lê esse artigo. Assiste essa série, conversa com os colegas…” Então não pode acabar ali. 

Você integra vários formatos de assinatura né? Você tem assinatura, comunidade, possibilidade de recompra. Recorrência não é só pagar mensal. Recorrência é recompra. O cliente compra outros treinamentos com você e vai avançando. Você tem isso também né? 

Sim. Esse modelo permite isso né.  Que você tem, por exemplo, conhecimento gratuito para quem não pode pagar, ou naquele momento não acha que é o momento para estar adquirindo algo, você tem aquele aquele conhecimento para aquelas pessoas que estão entrando nesse mundo ou querem um conhecimento mais pontual, e você tem conhecimento para aquelas pessoas que querem conhecimento contínuo, um curso mais aprofundado…

Então isso permite você alcançar mais pessoas, porque cada pessoa está em um ponto de vida diferente, uma expectativa diferente e aí você tem um curso, um produto certo para aquela pessoa, pra diferentes tipo de pessoa. 

Interessante esse ponto. O tópico que vocês trabalham, que é o tópico autismo é um pouco delicado. Eu falo isso porque eu trabalho com assinaturas específicas, dentro da Mentalidade Empreendedora,  que a gente faz o processo de escala, e opera diretamente, por exemplo nicho de espiritualidade, que as pessoas têm um pouco de preconceito.

“Como assim você está vendendo esse tipo de conhecimento?” 

E a gente distribui muito conteúdo gratuito justamente Para aquelas pessoas que não têm condições. Na verdade, a gente distribui conteúdo gratuito justamente porque tem o conteúdo pago que as pessoas financiam. Então quem paga financia a distribuição gratuita. 

Como é a sua visão de distribuição de conteúdo de valor gratuito? Como você enxerga isso e pratica isso dentro da academia do autismo? 

Então eu e minha esposa tentamos manter um compromisso que nós criamos quando a gente entrou nesse mundo que é a missão da instituição. A missão é melhorar a qualidade de vida de 2 milhões de autistas que temos no Brasil. 

Tem várias formas de fazer isso. A gente faz a partir de conhecimento.

Só que é evidente que é uma instituição privada e que hoje mantém a minha vida familiar, é o meu retorno financeiro, a minha estabilidade financeira vem da instituição. 

Além dos funcionários que, entre prestadores de serviços, funcionários e professores somos mais de 50 pessoas envolvidas. 

Então qual é o compromisso que a gente criou? 

Primeiro, oferecer 80% do conteúdo da Academia do Autismo gratuito.

E a gente tem um projeto chamado Academia Solidária, que a gente pega 10% do valor da assinatura e doa para instituições que trabalham com autismo. Todo início de ano a gente seleciona instituições credenciadas que estão realmente precisando e todo mês a gente doa. 

Essas 2 formas nos mantém muito tranquilos em relação a todas essas questões. 

Foi a forma de levar o conhecimento pra quem não pode pagar e ajudar instituições pra que a gente consiga mudar a vida das pessoas com autismo no país. 

Quais são as recomendações ruins que você ouve na sua profissão e na sua área de atuação? 

Tem diversas. 

A primeira delas é que a psicologia não ensina sobre autismo. 

Na verdade nenhuma área da saúde ensina sobre autismo. Então a primeira recomendação que eu dou é: Precisa encontrar profissionais que se formaram em psicologia, fonoaudiologia, diversas outras profissões da saúde, mas que estudaram autismo depois. 

Porque são áreas muito amplas. Eu tive uma aula de meia hora sobre autismo durante a faculdade toda. 

Então não é porque a pessoa é psicóloga que ela está preparada pra atender esse público porque é um público muito específico. 

A segunda questão é procurar profissional com questões éticas envolvidas. Que não julga a família, que acredita no potencial da criança, que busca estratégias e que, principalmente, acredita na individualidade. 

Não existe um “protocolo fechado que todas as crianças que eu atenda vão encaixar nesse protocolo”. 

Cada pessoa é única. Então o profissional precisa estar pronto para sempre estar aprendendo. 

Se eu atendo 1000 crianças com autismo e amanhã eu recebo uma criança nova, eu não tenho experiência sobre ela. 

Então eu tenho que estar sempre aprendendo. 

Se o profissional não se coloque nessa posição, eu sugiro que os pais procurem outro profissional. 

Esses dias eu estava conversando com um amigo meu que tem um filho autista e estávamos falando sobre o termo “normal”. Como você, como pai e profissional, lida com isso? Como você vê a normalidade? 

Se a gente for avaliar pelo termo, normal é o que está dentro da norma. E ninguém está dentro da norma 100%.

Em algum aspecto eu estou fora da norma. Isso é saudável, isso é individualidade. 

Então temos 25% das pessoas no país que tem algum tipo de deficiência. Essas pessoas estão “fora da norma”. 

Se a maioria da população tem uma determinada faixa econômica e eu estou fora dessa faixa, eu estou fora dessa norma.

Se a maioria da população brasileira assiste um canal de televisão e eu não assisto, eu estou fora dessa norma. 

A gente que está no mercado digital a gente está fora de uma norma…

Então o normal é ser diverso. 

E dentro do autismo a gente tem o conceito de neurodiversidade, que é justamente esse. 

A gente tentar construir a sociedade de uma forma que ela não estanque, querendo que todo mundo se enquadre nessa forma. E sim que a sociedade como um todo já se apresente respeitando essa diversidade de todo mundo. 

Se a gente não tivesse essas barreiras sociais, as deficiências teriam um impacto muito menor na vida da pessoa. 

O que impossibilita um cadeirante, por exemplo, é que ele não consegue se deslocar na cidade. 

Com o autismo é a mesma coisa. Não é “mimimi”. O preconceito existe e a gente lida com ele todos os dias, como pai e como profissional. 

Eu tento buscar sempre associar ele a uma falta de conhecimento. Quando eu associo ele dessa forma, eu vejo que o preconceito mesmo, daquela pessoa que é má, que vai te tratar mal independente de informação, isso cai muito. 

A maioria das pessoas que recebem informação passa a agir de forma diferente.

Então quando eu percebo essa situação, eu aproveito pra levar conhecimento. 

Conta pra gente um pouquinho como você faz isso dentro do Nosso Mundo Azul. Como você leva esse conhecimento, a quebra do preconceito e tudo mais. Como funciona a Comunidade Mundo Azul? 

O Nosso Mundo Azul surgiu da necessidade de ter uma recorrência. A gente tinha um ambiente de cursos, a pessoa se inscrevia e fazia o curso e o Nosso Mundo Azul veio com “Poxa, vamos fazer mais do que isso. Vamos ter um ambiente que seja uma comunidade, que a pessoa fique mais tempo nesse ambiente”

Muitas vezes o que acontecia era que a pessoa assistia às aulas e saia, ia pro instagram, facebook, netflix. Aí a gente pensou: Se a gente criar um ambiente divertido, aconchegante, prazeroso, a pessoa vai assistir o curso e permanecer nesse ambiente. 

Então tem esse senso de pertencimento. Uma mãe pode tirar uma dúvida com outra mãe mais experiente, com profissionais, pode assistir as séries do Mundo Azul.

Quem vocês atendem na Academia do Autismo? 

Por volta de 40 a 50% do público são pais, avós e familiares, e temos 60% de profissionais da saúde e da educação. 

Então é bem dividido. Nós temos cursos para pais e cursos para pais, cursos para profissionais da saúde e cursos para profissionais da educação.

Então reúne todo mundo. 

Por exemplo, dentro do perfil do profissional aparece os cursos que ele já fez e onde ele atende. 

Então o pai pode agendar uma consulta, tirar uma dúvida e essa troca é muito enriquecedora. 

Quantos alunos vocês têm? 

A gente começou em 2016, então já passaram quase 15 mil alunos em cursos nossos.

Hoje temos em torno de 12 mil participantes presentes. 

O impacto é muito grande e temos cada vez mais pessoas estão buscando esse conhecimento, o que é muito positivo. Porque o conhecimento é o principal fator que vai mudar a vida das crianças que é a nossa missão. 

Estamos caminhando para finalizar essa entrevista. E, Fábio, pra quem quer começar um negócio digital, qual conselho você dá?

A primeira coisa é que é um trabalho como qualquer outro.

Às vezes as pessoas pensam que trabalhar com internet é trabalhar pouco e ter muito tempo livre.

É um estilo de vida diferente, você consegue se organizar de forma diferente, mas é um trabalho como qualquer outro. 

O segundo conselho que eu dou é: Se a pessoa chegou aqui e quer um trabalho digital mas está em dúvida se arrisca ou não, eu aconselho pensar no modelo de recorrência porque dá uma estabilidade maior e um risco bem menor.

Porque você tem uma previsibilidade, então a partir disso você pode pensar em dar passos maiores, pensar em lançamentos e ter um alicerce bem estabilizado. Então você não precisa abandonar tudo para se aventurar, podendo dar certo ou não com um riso muito maior.

Então o modelo de recorrência traz essa possibilidade de não se arriscar tanto e dá uma estabilidade pra que você possa se organizar pessoalmente, financeiramente e alcançar outros passos. 

Muito obrigado, Fábio! 

É isso, brother! Comenta aqui o que você tirou de valor desse episódio e um grande abraço!

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